Análise de Comunicação Mediúnica – O Método

Hoje trouxemos mais uma análise de comunicação mediúnica. O foco sempre é destacar as características lógicas das mensagens através do corpo da mensagem, análises ponto a ponto, e conclusões.

No mês de novembro de 2025, em uma de nossas reuniões mediúnicas, um dos médiuns recebeu a seguinte comunicação psicográfica espontânea de um Espírito:

Houve um tempo em que a necessidade das provas era necessária. Hoje, de acordo com a evolução dos habitantes do mundo, ela é ainda mais necessária, visto que a humanidade está cada vez mais imbuída de más intenções, visando o egoísmo e o ganho pessoal acima do coletivo. Estudos estão sendo feitos sobre médiuns e mediunidade. Os pesquisadores, no entanto, focados em cartas consoladoras, esquecem o básico da doutrina. Ou esquecem ou desconhecem.

Quando buscam por cartas consoladoras com o intuito da comprovação, o mundo espiritual, muitas vezes, se cala. A pesquisa carece de um ponto essencial: a fé. Também carece do entendimento do mundo espiritual.

Se fossemos enumerar, aqui, esses pontos, teríamos que ditar a codificação desde o seu princípio.

Ainda na época de Kardec, tentaram os mesmos experimentos. De lá, para cá, nada mudou nas Leis de Deus, nem na conduta dos Espíritos.

Mas não se preocupem. A hora das provas concretas está próxima e até os incrédulos tremerão.

Já dissemos: se for preciso, voltaremos a bater nas mesas.

Os médiuns são falhos. As Leis de Deus, não.

O estudo desses cientistas deveria ser feito em um grupo mediúnico. Só assim, poderiam entender o funcionamento básico dos fenômenos. Isolar médiuns para evocar espíritos não é um estudo correto. Analisar, no entanto, médiuns em transe nos grupos, poderia dar a eles material para abrirem as pesquisas.

Mas somos apenas mensageiros. Nossas palavras nem sempre são bem entendidas.

Desejamos informar aos incrédulos sobre a certeza que obterão de nosso mundo. E faremos a nossa parte para que eles cheguem às suas melhores conclusões, sem retirar a fé do amanhã da humanidade.

Um Espirito – sessão familiar - nov/2025

Esta comunicação tem a característica da firmeza doutrinária, lógica rigorosa e foco na utilidade moral. Aferiremos se as asserções do Espírito são coerentes com o ensinamento geral. Assim como se ela promove o progresso e o bem, em vez do sensacionalismo ou da especulação.

1. Sobre a Condição da Humanidade e a Necessidade das Provas

A avaliação da Humanidade — que está cada vez mais imbuída de más intenções, visando o egoísmo e o ganho pessoal acima do coletivo” — é uma constatação que reflete a realidade do nosso planeta de expiações e provas. O egoísmo e o orgulho são as verdadeiras chagas da Humanidade. O Espiritismo tem como meta essencial justamente o aperfeiçoamento moral do ser humano.

A declaração de que a necessidade das provas é ainda maior é lógica, pois as manifestações espíritas têm um fim providencial: convencer os incrédulos da sobrevivência da alma.

O aviso de que a “hora das provas concretas está próxima” e que “se for preciso, voltaremos a bater nas mesas”. está em sintonia com a lei do progresso. Os Espíritos iniciaram as suas manifestações com os efeitos físicos (as pancadas — tiptologia), que serviram como o vestíbulo da Ciência para despertar a atenção. Kardec observou que os Espíritos conduzem o ensino de modo gradativo e prudente. A retomada dos fenômenos físicos seria um meio poderoso para a implantação universal da doutrina na nova fase. Isto chocaria aqueles que ainda precisam de evidências materiais.

A afirmação de que “nada mudou nas Leis de Deus, nem na conduta dos Espíritos” é perfeitamente exata, pois as leis divinas são imutáveis.

2. Sobre a Metodologia de Pesquisa, a Fé e o Silêncio Espiritual

A crítica aos pesquisadores que “focados em cartas consoladoras, esquecem o básico da doutrina” e agem com a “curiosidade” é um ponto essencial reiterado nas obras espíritas.

• Necessidade de Fé e Estudo: O ensino afirma corretamente que a pesquisa carece de  e de entendimento do mundo espiritual. Kardec sempre sublinhou que a fé inabalável é aquela que pode encarar frente a frente a razão. O estudo sério e perseverante é a primeira condição para conhecer o Espiritismo.

• O Silêncio Espiritual: O fato de que “o mundo espiritual, muitas vezes, se cala” quando a busca é pela comprovação (por interesse ou curiosidade) é uma verdade constante. Os Espíritos Superiores não gostam dos curiosos. Eles não se prestam a experiências frívolas, ociosas ou para dar espetáculo, e se recusam a auxiliar qualquer tipo de cupidez ou egoísmo.

A mensagem está correta ao sugerir “ditar a codificação desde o seu princípio” para esclarecer esses pontos. isto demonstraria que, sem a base filosófica (Deus, alma, imortalidade), o estudo da manifestação é inútil.

3. Sobre a Falibilidade do Médium e a Importância do Grupo

A comunicação fornece instruções práticas vitais sobre a prática mediúnica:

• A Falibilidade: A distinção “Os médiuns são falhos. As Leis de Deus, não” é fundamental. A faculdade mediúnica é orgânica e independe do moral do médium. Contudo, a aplicação e a qualidade das comunicações dependem das qualidades do médium.

• O Escolho do Isolamento: A crítica de que “Isolar médiuns para evocar espíritos não é um estudo correto” é uma máxima de segurança. O isolamento do médium é um dos maiores escolhos da mediunidade. Aquele que trabalha sozinho se torna facilmente presa de Espíritos mentirosos e hipócritas que o dominam.

• A Força do Grupo: O conselho de que o estudo “deveria ser feito em um grupo mediúnico” é a única forma de evitar a obsessão. O grupo sério fornece o controle, a análise e o exame crítico das comunicações por pessoas desinteressadas e benevolentes, o que desmascara os Espíritos enganadores.

• Análise em Transe: A sugestão de “analisar, no entanto, médiuns em transe nos grupos” é uma metodologia válida. O estado de sonambulismo ou êxtase permite que o Espírito do médium se manifeste mais livremente, revelando manifestações mais elevadas e profundas.

4. Sobre a Identidade e a Missão

A ausência de um nome específico do Espírito, apresentando-se apenas como “somos apenas mensageiros”, seria visto como um sinal de seriedade e humildade, típicos de Espíritos que se importam com a ideia e não com o homem.

• O Foco na Mensagem: A prioridade de “informar aos incrédulos sobre a certeza que obterão de nosso mundo” é a finalidade máxima e essencial da Doutrina Espírita.

Veredito Final de nossa análise:

Concluímos que o teor da comunicação é inteiramente conforme aos ensinos que lhe foram dados pelos Espíritos Superiores. A mensagem serve como uma advertência aos adeptos e aos cientistas da Terra: a metodologia de observação deve ser aliada à moralidade e à lógica, e o Espiritismo não se presta à curiosidade vã.

2 thoughts on “Análise de Comunicação Mediúnica – O Método

  1. Saudações, com a fraternidade e em nome de Deus estamos juntos novamente. Nem toda boa intenção é de fato um convite sábio, como já asseverou Jesus (LUCAS, cap. VI, vv. 43 a 45). Queremos dizer que, muito embora seja pertinente refletir sobre prováveis mudanças, que tal buscarem o objetivo.

    Na nossa humilde opinião, falta achar o “objeto”, a pergunta básica. Afinal de contas, nossas perguntas são mais importantes do que nossas respostas pois dizem muito de nossas intenções.

    Outrossim sem levantar falsas declinações nem valorações de ordem moral, mas, pela simples interpretação narrativa do texto, a comunicação apresentada ignora a ubiquidade, propriedade dos espíritos, estes que acompanham os ideais do Verdadeiro Cristo, nossos professores.

    Logo, seria interessante revisitarmos estes conceitos como tentaremos em breve instante. Por esta propriedade não importa se um corpo físico em vestes de mamífero esteja supostamente isolado em uma sala. Seu grupo mediúnico o acompanha durante toda uma vida, por que motivo um espírito ignoraria a presença maciça destas entidades de iluminação e caridade em detrimento de outros mamíferos também médiuns? Por quais razões necessitaria do grupo?

    As mensagens mediúnicas dizem muito sobre seus respectivos emissores, mas também sobre os receptores que fazem parte do circuito psíquico.

    Quando estamos em grupos há certa facilidade na produção de efeitos físicos, logo, meus amigos e amigas, esta mensagem é um convite à produção destes efeitos e, cuidado, pois sempre que temos contato com estes amiguinhos, não nos trazem boas impressões, mas sábios embustes inclusive “em nome de Deus”.

    Após a recepção da mensagem, idealmente caberia aos dialogadores questionarem os itens acima, mesmo sendo psicografia é possível a continuidade de respostas, tal como fazia o professor lionês. Assim, teríamos melhor propriedade em sabermos as intenções reais dos comunicantes conforme disposto no controle universal proposto por este mesmo professor da ubiquidade.

    No momento esta intenção resta ignorada e assim, se nos permitem, concluímos. Afinal de contas os amigos que ordenam perseguições cruéis são também estudiosos e habilidosos nas entregas mediúnicas, não se enganem.

    Contudo, ficam as questões a seguir: qual minha intenção em evocar os espíritos? Que pretendo com a resposta? Quero melhorar o que e em quem? Por quais razões a carta narra sobre terceiros e nada sobre si nem o grupo que se comunicou? Todas as respostas se resumiriam na máxima trazida: “Os médiuns são falhos. As Leis de Deus, não.”

    Não nos importa se os comunicantes desencarnaram ontem, ano passado ou há 400 anos. Nos importa recebê-los da melhor forma possível para que a partir daí possamos, junto aos amigos espirituais que nos acompanham, observá-los nas suas perfectibilidades impulsionando-os a melhores pretensões. Acreditamos que curando o invisível curamos também a nós mesmos durante o processo. A isto denominamos mandato mediúnico.

    Esperamos que este comentário aguce os amigos espirituais para melhor entregarem na Terra aquilo que realizam no mundo invisível e, persistindo dúvidas de ordem moral ou na minha intenção em dar este feedback, que possam me questionar pessoalmente. Meus contatos também estão no comentário para os seareiros reencarnados, havendo necessidade entrem em contato. Gostei muito de escrever este comentário com os amigos aqui reunidos e feliz com a proposta deste site.

    Que a paz de Jesus permeie o trabalho de cada um de vocês.

    1. Saudações fraternas,

      Agradecemos pelo seu comentário profundo e reflexivo, que certamente contribui para o aprimoramento do entendimento sobre o tema abordado no artigo. É sempre enriquecedor contar com a colaboração de espíritas que, com seriedade, buscam ampliar a visão sobre a mediunidade e suas implicações.

      Concordamos que a intenção por trás das questões é, de fato, fundamental. O Espiritismo nos ensina que as perguntas são o primeiro passo para a evolução do entendimento, pois refletem nossos pensamentos, intenções e necessidades espirituais. Kardec, em sua obra, sempre ressaltou a importância de questionar de forma cuidadosa e criteriosa, algo que também defendemos em nossa prática mediúnica.

      Quanto à questão da ubiquidade, de fato, a doutrina espírita nos ensina que os espíritos não estão limitados às condições físicas e que acompanham os seus protegidos, podendo interagir com eles em diferentes contextos, como você bem mencionou. No entanto, é importante destacar que, ao se comunicar, um espírito pode se utilizar do grupo mediúnico para fins de clareza, comunicação coletiva ou mesmo para cumprir tarefas específicas de orientação espiritual, o que não impede que o espírito esteja sempre em sintonia com outros espíritos mais elevados.

      A preocupação com a autenticidade das mensagens e com o controle universal, conforme proposto por Kardec, é sempre válida. No entanto, cabe lembrar que a mediunidade, por si só, é um meio de comunicação e não uma garantia da pureza do conteúdo. É por isso que o controle das mensagens, a análise do conteúdo e a vigilância constante sobre os médiuns e os espíritos comunicantes são tão importantes.

      Em relação à sua observação sobre os efeitos físicos, concordamos que a mediunidade deve ser tratada com cautela. Quando falamos de efeitos físicos, estamos lidando com algo que exige uma responsabilidade ainda maior. A mediunidade deve ser sempre um instrumento de aprendizado, cura e evolução, nunca algo que se transforme em espetáculo ou ferramenta para enganos.

      Por fim, suas questões sobre as intenções ao evocar espíritos são extremamente pertinentes. Elas nos lembram da necessidade de uma postura consciente e responsável. Precisamos sempre nos questionar sobre a verdadeira motivação por trás de nossa prática mediúnica e nos esforçar para que ela seja sempre voltada para a construção de um mundo melhor, tanto para nós mesmos quanto para aqueles que nos cercam, no plano espiritual e encarnado.

      Em nome da fraternidade, esperamos que essas reflexões possam contribuir para o aprofundamento do tema e que, com a paz de Jesus, sigamos juntos na jornada de esclarecimento e evolução espiritual.

Deixe um comentário para ANDRE SOARES e amigos (@spirituber.espiritismo) Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *